†Morticia†_Tt - UOL Blog
Morcegos Também Sofrem...

 

 

  Senhor...
Há exatos 5 meses atrás eu Te vi pela primeira vez, e o que era virtual tornou-se real...o que era amizade evoluiu,  
aos poucos, para o que é hoje. 
Hoje eu sou Tua, de corpo e alma, mente e coração. 
Tenho muito amor, respeito, admiração pelo Homem que és, e a plena certeza de que sem Ti nada sou.
 

  "Amarrada às Tuas vontades
  Acorrentada aos Teus caprichos
  Algemada à Ti em pensamento
  Prisioneira dos sádicos desejos Teus

  Encarcerada pela distância física que há entre nós
  Torturada por não poder tocar Teu corpo agora
  Enclausurada pelas lembranças boas que ficaram
  Estrangulada pela saudade que sinto de Ti..."

  sou Tua...
  {†Morticia†}_Tt, Teu morcego submisso
                                       

 Música: I´m With You (Avril Lavigne)

BLOODSPORTS - ("Vampirismo")

 

 Esse termo, em BDSM, é empregado quando são utilizadas práticas e torturas que envolvem sangue.
 O sangue em questão pode ser humano (do sub, do Top ou de terceiros) ou de origem animal (bovino, suíno ou outros).
 *Na descrição das práticas mais utilizadas, será citado o tipo sanguíneo de ser empregado em cada caso.

 Cuidados a serem tomados previamente:
 -> se o sangue a ser utilizado é do próprio sub: observar se o sub não está anêmico (nesses casos qualquer quantia retirada fará falta), ou se ele não é portador de alguma doença como Diabetes, Hemofilia ou outros distúrbios sanguíneos. Nesses casos, é contra-indicado retirar sangue do indivíduo.
 -> se o sangue a ser utilizado for do Top ou de outro ser humano: certificar-se de que ele não possui doenças tranmissíveis por via hematogênica (ex: sífilis, HIV, HBV, HCV, etc) e , claro, se esse doador também não se enquadra nos casos descritos no ítem anterior.
 -> se o sangue a ser utilizado for de origem animal: verificar junto ao abatedouro as condições de saúde do animal que será sacrificado. Observar se o animal vai ser sacrificado para corte ou apenas será eliminado por ter algum problema de saúde.

*ATENÇÃO: a quantidade máxima de sangue a ser retirada de um ser humano é de 300 ml, podendo ser retirada na véspera e guardada sob a ação de anticoagulantes até a hora de sua utilização, para que o doador recupere-se desta "doação". Se for optado por retirar na hora (do Top ou do sub), retire apenas a metade deste volume. A retirada de sangue de um doador humano requer técnica específica e recomendo pedir ajuda a um colega que tenha prática nisso.

*TORTURAS MAIS UTILIZADAS:

1. Banho de Sangue: consiste em simplesmente despejar sangue sobre o corpo do sub, geralmente com ele vendado e sem saber o que está se fazendo. Pode-se também utilizar o dorso de uma faca e passar suavemente na pele, dizendo que é a faca, dando ao sub a sensação de que está sendo cortado, para depois despejar o sangue nos locais onde a faca passou. Por último retira-se a venda dos olhos, para que ele veja o que aconteceu e leve um susto com a "carnificina" feita, eheheh. Para essa tortura, pode-se utilizar sangue de qualquer origem (humana ou de outros animais).

2. Náuseas sanguíneas: nesta tortura, passa-se uma Sonda Nasogástrica (intrudizida através do nariz, indo até o estômago do sub) e injeta-se o sangue através desta sonda. A sonda pode ser retirada, permanecendo o sangue no interior do estômago do sub, o que em breve causará fortes náuseas e não raro, desencadeará vômitos em "borra" no sub. Para essa tortura, apenas sangue humano é aconselhável.

3. Urinando sangue: desta vez a sonda será uma Foley vesical, introduzida através do meato urinário, indo até a bexiga, onde o sangue é injetado. Para esta técnica, o sangue deve estar absolutamente estéril e sem presença de coágulos.  O sangue se misturará com a urina e sairá através da uretra, dando a horrível impressão de que se está urinando sangue. É desejável que o sangue seja do próprio sub, nesses casos.

4. Ingerindo sangue: pode-se fazer o sub ingerir seu próprio sangue, ou o sangue de seu Top, bebendo-o de um copo, misturando-o em sucos ou misturando-o á comida, como se fosse um molho.

5. Outras torturas que não requerem volumes sanguíneos retirados com antecedência: arranhões, mordidas ou escarificações no corpo do sub que façam-no sangrar. O sangue pode ser espalhado pelo corpo dele, rosto, cabelos. O Top esfrega o sangue em seus próprios pés, mãos ou genitais, fazendo o sub lambê-los. A criatividade é sua, mãos à obra!

RECOMENDAÇÕES IMPORTANTES: esse tipo de tortura requer certa cautela se o próprio Top impressiona-se com sangue, pois poderá passar mal durante a sessão, pondo em risco a sua saúde e, as vezes, também a do bottom. Há casos onde sangue é um limite do sub (ou do próprio Top) e ele deseja quebrá-lo. Ótimo... mas vá com cautela. 

**LEMBRE-SE: em BDSM, todas as práticas são válidas, desde que praticadas com segurança, sanidade e consensualidade. Em vez de criticar os outros, gaste seu precioso tempo aperfeiçoando-se nas torturas que agradam a você e ao seu parceiro(a).

Texto escrito por {†Morticia†}_Tt

Música: Doce Vampiro(Rita Lee)

ESTRANHO AMOR...

 

     Antes de morrer, meu pai muitas vezes me falou da grande dificuldade que era, para ele, conciliar BDSM com a vida extra-SM. Tendo iniciado após 2 anos de casamento com uma baunilha (minha mãe), aquilo que no início era apenas um fetiche, tomou proporções avassaladoras ao longo dos 18 anos pelos quais perdurou.
    Ele viu (e sentiu) dentro dele o mero fetiche tornar-se amor de fato...e a sua dedicação intensa ao BDSM por inúmeras vezes pôs em risco o seu casamento e toda a sua "vida baunilha". Eu não compreendia como ele podia ter deixado a coisa chegar a tal ponto.
    Mas hoje eu vejo que, assim como toda e qualquer paixão, que no início apresenta-se louca, desenfreada e meramente fetichista mesmo (pois só vemos o lado bom dela), o BDSM pode também tornar-se algo profundo em nossa vida, algo como o amor, que nos faz refletir, ponderar, sofrer e chorar.
    Hoje eu posso dizer que entendo perfeitamente o que meu pai sentia, e imagino o quanto ele sofreu com essa dualidade de vida e de sentimentos.
    Paixão é sonho, fantasia, loucura passageira. Amor é realidade, consciência de si e do próximo, maturidade, discernimento e aceitação. É para sempre.

    BDSM não é minha fantasia, é minha realidade, minha vida.
    É meu amor, meu estranho amor...

 

                              Texto escrito por {†Morticia†}_Tt

     Música: Strani Amore (Renato Russo)

Existe BDSM sem sexo? E porque?

Meu objetivo neste texto não é "encher linguiça" de ninguém discutindo acirradamente os meus pontos de vista sobre o que seria ou não ideal num relacionamento deste tipo, mas apenas citar algumas frases ouvidas ao longo de anos, não somente por mim, mas também por amigos e amigas que passaram por situações diversas e no entanto muito parecidas, cujo objetivo em comum era explicar (ou ao menos tentar explicar) o porquê do sexo ser ausente na relação BDSM em andamento ou negociação.

Vamos á elas...

"Sim, Senhora, eu gosto muito de sexo mas gostaria de deixá-lo fora, pois tenho certeza que não conseguirei manter o devido respeito à uma Domme se eu tiver sexo com ela"

"Escrava minha não tem direito a sexo; para ganhar isso só se um dia for uma sub perfeita, aí sim darei esse presente à ela; enquanto cometer um erro sequer ainda, merece apenas apanhar; prazer nenhum lhe será dado"

"Sou um Dom e não um amante. Sexo eu posso ter com mulheres baunilhas; escrava é pra ser torturada apenas; escrava não merece isso de mim não"

"Sou gay e não tenho tesão por mulher, por isso não aceito interagir sexualmente com minha Dona. Porque tenho Dona e não Dom? Ah, porque mulheres são mais cuidadosas e não batem tão forte, e também porque eu curto a humilhação extrema de ter que pertencer á uma mulher. Mas se eu for obrigado a ter sexo com ela, não conseguirei ter ereção para isso, entende?"

"Não tenho tesão suficiente por você para querer usá-la sexualmente. Se você malhar bastante, ficar saradona e colocar silicone nos peitos, quem sabe até posso pensar nisso um dia"

"Sou um masoquista e meu interesse é em ser torturado. Tenho problemas de ereção, não consigo mantê-la, então se a Senhora me aceitar mesmo sem esse pequeno detalhe, agradeço muito"

"Minhas escravas são como filhas pra mim, às quais eu aplico disciplina e punições rígidas; mas incesto não é fetiche meu não, portanto eu não uso-as sexualmente jamais"

"Gosto de ser infantilizada, tratada como um bebê peralta, ser castigada...acho que sexo vai contra o que estou procurando, por isso é um limite meu, espero que compreendam"

"Os castigos físicos, a dor, me purificam a alma perante deus. O sexo me tornaria impuro perante Ele. Eu busco a expiação de meus pecados através da dor. Sexo é um limite extremo para mim"

"Eu sou masoquista e não submissa, e também sou casada. Sexo eu tenho com meu marido e não quero traí-lo sexualmente. Não posso pedir para ele me bater, ele vai pensar que sou louca. Preciso de um sádico que me dê o que eu não tenho: as torturas"

Eis a questão:
**Alguma das situações acima seria viável/aceitável por você?

 

 




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